Ser feliz é não boicotar a si mesmo

Ser feliz é mais do que ter momentos alegres ou tranquilos. A verdadeira felicidade envolve auto conhecimento.

Ser feliz é o que todos querem. Nem sempre detectamos com facilidade os reais motivos que nos distanciam de uma vida feliz. Penso que um dos motivos é o fato de que constantemente boicotamos a nós mesmos.

Isso acontece sempre que nossas decisões e escolhas inibem ou subtraem parte de nossa essência. O acúmulo de culpa e de lacunas em nossa personalidade contribuem para que este auto-boicote aconteça.

Certamente não é algo intencional ou consciente. Cada um de nós se relaciona com o ambiente e com as pessoas motivado por memórias do subconsciente. Nosso cérebro armazena essas memórias e elas nos regem sem percebermos.

Seremos sempre  produto de nossa cultura, educação, personalidade, experiências boas e ruins que se acumularam ao longo dos anos. Somos um universo vasto que precisa ser explorado e desvendado.

Até mesmo nós nos surpreendemos com algumas reações e escolhas que brotam de nosso interior, especialmente em momentos de crise. A retomada do foco por vezes é lenta e dolorida, mas ela é necessária e urgente.

Ser feliz

Gosto da maneira como Augusto Cury explora essa ideia no texto abaixo:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.”

Augusto Cury

Não podemos perder de vista que nosso maior patrimônio é nossa própria vida. Somos responsáveis por cuidá-la e administrá-la com sabedoria. Reavalie hoje como você gasta seu tempo e como percebe-se a si mesmo.

Convide o Espírito Santo a ajudá-lo nesta busca. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos. Ele gentilmente nos guiará de volta para nossa essência, para o lugar que foi desenhado por Deus para ocuparmos.

Senhor, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.” Sl. 139. 1-3

Não tenha medo da vida. Tenha medo de não vivê-la.

A vida foi feita para ser vivida com ousadia e em sua plenitude. Quando isso constitui um desafio, precisamos de um encontro com o Criador.

Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.”

“Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la. Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência. Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina, pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas. Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.”

Augusto Cury

Aprendendo com quem sabe

Os textos de Augusto Cury são inspiradores, não só por serem carregados de verdade, mas especialmente, por serem frutos de uma descoberta pessoal.

Imagino que a maioria, senão todos, sabem que sua trajetória na psiquiatria, foi iniciada como um ateu convicto. Sua curiosidade profissional instigou-o a pesquisar a vida de um judeu carpinteiro. Foi quando deparou-se com a narrativa bíblica dos evangelhos.

A personalidade intrigante de Jesus, o fez concluir que, somente uma pessoa totalmente curada e ajustada, poderia doar-se de forma tão incondicional e plena pelo outro. Sendo psiquiatra, ele mais do que ninguém, saberia dimensionar o que as declarações de Jesus representavam.

Jesus, nosso modelo

A natureza essencialmente egoísta não estava presente no homem Jesus. O equilíbrio como liderava o grupo de pescadores iletrados, o surpreendeu. Ele tinha que ser o filho de Deus.

O encontro com esse homem, ainda hoje muda destinos e transforma biografias. Ele transformou a minha. Aqueles que tiveram um encontro com o filho de Deus nunca mais foram os mesmos.

Viver a vida sem medo e em sua plenitude, é uma tarefa difícil, sem o autor da própria vida ao nosso lado. Ele possui o manual de fabricação de nossa frágil natureza.

Em Jesus, o Criador, nos convida a viver este relacionamento. O Criador deseja relacionar-se com a criatura, e a boa notícia é que Ele tem todas as respostas. Ele conhece os mecanismos mais secretos que desencadeiam nossas reações.

Seja medo, insegurança, desânimo, tristeza, o que for que nos roube o pódio, precisa ser conhecido e confrontado. Não tente fazer sozinho. Peça ajuda para Ele. Do seu jeito, convide-O a fazer parte de sua história.