Escolhendo as ferramentas corretas.

A eleição de ferramentas adequadas, determina o sucesso ou fracasso de nossos projetos. Tanto as ferramentas internas, quanto as externas, são decisivas.

Nem todos possuem consciência das ferramentas que utilizam ao executar tarefas cotidianas. No entanto, o uso delas é instintivo e diário. A chave do carro ou da casa ilustram de forma prática esta realidade. Certamente, é de conhecimento de todos, que existe uma chave correta, sem a qual, a porta não abre. O mesmo é requerido de qualquer bom profissional. Isto é, espera-se que cada um conheça a utilidade e funcionalidade das ferramentas que utiliza. Seja de forma manual, elétrica, eletrônica ou digital, elas foram desenhadas com objetivos específicos.

Portanto, a boa cozinheira sabe que tipo de faca é apropriada para cortar cada alimento. Assim como sabe que panela é própria para cozer os diferentes ingredientes. Igualmente, o habilidoso jardineiro é aquele que domina, não somente as técnicas de poda e plantio, como identifica facilmente a ferramenta adequada para cada atividade. De maneira idêntica, o mecânico precisa conhecer as bitolas de cada parafuso; escolhendo corretamente, a chave correspondente. 

Inegavelmente, o administrador que deseja ser bem sucedido, precisa atualizar-se constantemente, buscando ferramentas adequadas de gestão. Enfim, tudo que fazemos pode ser aprimorado quando utilizamos ferramentas adequadas. No entanto, a eficiência e eficácia de nossos empreendimentos, não dependem apenas de ferramentas físicas ou digitais. 

“O escritor e o fotógrafo utilizam as mesmas ferramentas, mas enquanto um descreve uma imagem com mil palavras o outro descreve mil palavras com uma imagem.” Jefferson Luiz Maleski

As ferramentas internas

Existirá sempre uma parcela emocional envolvida nas diversas dinâmicas da vida. Por isso, assim como a escolha da ferramenta física afeta nosso desempenho; a escolha das emoções também afetam. Nossas emoções foram estrategicamente desenhadas para cumprir um papel. Elas podem simplesmente sinalizar a existência de alguma disfunção, como podem ser a emoção correta; que ajudará a catapultar resultados. Por isso, a capacidade de reconhecer e utilizar os sentimentos apropriados, é decisivo na superação de desafios. Infelizmente, nem todos reconhecem e administram bem suas emoções. 

Porque a mesma importância que existe na escolha do objeto adequado, existe na escolha de nossas emoções. Pois, esta capacidade é determinante quando se pretende ser bem sucedido. Já que, extrair de nosso interior as ferramentas que potencializem nossos sonhos; é o grande desafio da vida. Já que, a arte da escolha adequada delas, pode determinar nosso fracasso ou sucesso. Porque, tanto no aspecto prático da execução de uma tarefa, como no aspecto subjetivo; somente os habilidosos são bem sucedidos. 

Portanto, tanto para o aspecto interno quanto para o externo de nossa tarefa; a mesma regra deve ser aplicada. Infelizmente, muitos de nós continuamos acessando emoções erradas. Isto é, a persistência em manter nosso modus operandi, denuncia certa inabilidade no gerenciamento delas. Por isso, insistir em manter a mesma abordagem, esperando resultados diferentes, retarda a solução. Pois, quando o objetivo é romper um ciclo de fracasso, necessariamente temos que avaliar as ferramentas utilizadas. E neste caso, nossa imperícia deve ser superada com a análise franca e objetiva dos métodos e instrumentos utilizados. 

“Cada ser humano traz em sua bagagem as ferramentas para trabalhar seu destino. Só nós mesmos podemos fazer a nossa estrada, usando nossos pensamentos como engenheiros.” Paola Rhoden

A engenharia da vida

O diagnóstico adequado, em geral, não é simples como parece. Tanto as grandes soluções empresariais de gestão, como a superação pessoal, envolvem tempo, pesquisa e dedicação. Os grandes engenheiros da vida, são os que administram bem as ferramentas internas e externas que possuem. Por mais ousado e bem elaborado que seja um projeto, ele só poderá ser executado com a engenharia correta. Por isso, nunca antes como na atualidade, as corporações buscam profissionais que aliem capacidades técnicas à inteligência emocional. Se essa exigência beneficia as organizações em termos de resultado, quanto mais nos beneficiará no atingimento de nossas metas. 

A engenharia da vida nos ensinará a executar o projeto; equilibrando tais habilidades. O tempo pode ser um grande aliado ou inimigo. Os que decidem aprender com os erros, não repetindo-os, são bem sucedidos. No entanto, o risco de estagnação é iminente, quando nos falta coragem de reavaliar a estratégia. Porque, os seres humanos possuem grande potencial de superação e adaptação. Quando os desafios e os erros são percebidos como parte do processo, extraímos dessas circunstâncias ferramentas muito úteis. 

Somos, igualmente, capazes de criar ferramentas novas ou de personalizá-las. Nem sempre os recursos emocionais, financeiros e intelectuais são abundantes. Por isso, o que separa o homem medíocre dos grandes heróis da humanidade, é sua capacidade de se reinventar. Temos capacidade superior àquela que imaginamos possuir, de transformar nosso mundo exterior, a partir da mudança do interior. A determinação de lidar com algumas fragilidades é parte desta equação. Pois, sem isso, nossa estratégia fica capenga, podendo fracassar.

“Os homens criam as ferramentas. As ferramentas recriam os homens.” Marshall McLuhan

Se eu fosse esperar que as pessoas fizessem minhas ferramentas e tudo o mais para mim, eu nunca teria feito nada.” Isaac Newton

Ferramentas mal usadas

“Os pensamentos que acolhemos, são as ferramentas usadas para pintar o quadro de nossas vidas.” Louise Hay

O mais importante aspecto desta análise interna, é filtrar os pensamentos que acolhemos. Porque, mentes mal treinadas, selecionam ferramentas erradas. Temos que aprender a lidar com as situações, transformando-as em ferramentas para o sucesso. Obviamente seria uma utopia imaginar que não experimentaremos fracassos. Mas, eles também nos ensinam. Por vezes, são melhores professores do que as conquistas. Quem faz boa gestão de suas emoções e filtra pensamentos de derrota ou impotência, é um candidato à vitória. Nossa estatura emocional é medida pela capacidade que temos de usar adequadamente as ferramentas que temos.

Existem pessoas que enxergam oportunidades em circunstâncias extremamente limitadas. Outras, no entanto, se deixam abater diante do mais leve desvio de rota. Basicamente o que se espera extrair de um momento difícil é a capacidade de superação. As abordagens preconceituosas, compostas de pensamentos pré-concebidos, são limitantes. O acúmulo destas experiências formam muralhas que nos separam dos grandes avanços. Pois, somos agentes das mudanças que desejamos implementar. A oposição e as barreiras devem ser transpostas com otimismo e expectativa.

Por isso, fazer uso apropriado dos recursos que possuímos, sem lamentar o que nos falta, é um grande indício de que existe gratidão nos impulsionando. Descartar posturas negativistas e inveja é outro fator importante. Pois, essas definitivamente não são ferramentas que abrirão portas sólidas. Cada ferramenta possui uma utilidade específica e os sábios saberão explorá-las do jeito certo. A personalização de algo é uma das maneiras de deixar nossa marca em tudo que fazemos. Por isso, não faltarão oportunidades na vida dos que souberem identificar e usar adequadamente as ferramentas que possuem.

A dúvida mata mais sonhos do que fracassos podem matar.

Dúvidas são, em geral, sinônimo de insegurança. Por isso, elas nos paralisam e roubam nossos sonhos mais do que qualquer fracasso.

“A dúvida mata mais sonhos do que fracassos podem matar.” Suzy Hassem

Esta curta frase carrega muita verdade a respeito do funcionamento de nossa psique. Porque, na prática, qualquer pessoa que deseja conquistar algo irá fracassar em alguma medida. O fracasso não é opcional para os que encaram os desafios da vida como oportunidades de crescimento. Os erros cometidos são parte integrante do processo de aprendizagem. Não existem rotas alternativas ou atalhos que nos isentem de lidar com as pequenas decepções que pavimentam esta via. Só não erram os que estão estacionados, pois já desistiram de lutar.

O que duvida de sua capacidade diante dos desafios é alguém que, em alguma medida, escolheu não se arriscar. Buscar este nível de preservação e anonimato, na maioria das vezes não é sinal de prudência e sim de medo. Pois, gostamos de mascarar nossos reais sentimentos em relação ao que nos intimida. A causa deste tipo de comportamento, pode  muito bem ser  o gosto amargo de alguma derrota recente, que ainda está muito presente em nosso paladar emocional. Por isso, evitamos tocar no assunto, ou avaliar a situação, como se a negação fosse a solução para o problema.

Conta-se de um piloto experiente, que treinava um novato que pretendia seguir carreira como aviador. Em suas primeiras horas de vôo ao lado do piloto, o calouro havia cometido pequenos erros, que foram naturalmente corrigidos ao longo do percurso e, por isso, não afetaram a confiança do rapaz. Mas, diante do erro grave cometido, que poderia ter custado a vida de ambos, o piloto experiente ordena uma aterrissagem, seguida de uma decolagem imediata.

Quando questionado pelo novato em relação ao motivo pelo qual haviam feito este procedimento, o sábio e experiente piloto explicou que: se desejasse ser bem-sucedido, jamais deveria permitir que o medo se instalasse de forma definitiva em suas emoções. O simples fato de terem feito uma decolagem imediata, minimizaria as chances do novato se intimidar diante daquela falha. Certamente, a dúvida ou insegurança poderiam comprometer seus planos de seguir carreira como aviador, se ele tão somente permitisse que aquela experiência o definisse.

Os vôos fracassados

À semelhança deste piloto novato, jamais seremos capazes de alçar voo se colecionarmos insegurança e medo oriundos de experiências negativas que vivemos. Seres humanos falham e cometem erros. Ninguém nasce sabendo, e só crescemos quando temos coragem de lidar de frente com o que nos limita. No entanto, a dúvida instalada abre portas para que outros invasores drenem nossa energia. Este tipo de experiência tem potencial de nos tirar da arena. Jogamos a toalha com muita rapidez e abandonamos sonhos diante da dúvida.

Nossa vida é um conjunto de escolhas que temos que ter coragem de fazer. Os mais ousados e seguros, certamente são os que temem menos o risco. Mas, eles também possuem limites que se sentem desafiados a superar. Não se trata de destacar perfis mais arrojados em detrimento ao de pessoas mais conservadoras. Cada um dentro de sua esfera de ação, precisa classificar corretamente o que é cautela e o que é medo de arriscar. Equilibrar estes dois componentes da equação é decisivo. Porque só temos uma vida para viver e só nós podemos vivê-la, ninguém mais.

Portanto, não temos opção de terceirizar esta tarefa, e não é sábio continuar se apoiando em desculpas que justifiquem nossa frustração. Os argumentos que usamos para explicar nossa estagnação, em geral apontam culpados. No entanto, o indicado seria assumir o protagonismo e a responsabilidade necessária para lidar com os eventuais desvios de rota. Afinal, o que se espera é que assumamos o manche da aeronave, ou o volante do automóvel, saindo do banco do carona, rompendo com a passividade. Existe um tempo apropriado para assistirmos as instruções e adquirirmos conhecimento, porém, é perigoso estender este tempo além do necessário.

“O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência. Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!” Henry Ford

Encontrando prazer na aventura

Cada um de nós deve possuir alvos e metas que deseja atingir a longo, médio e curto prazo. O estabelecimento de metas e o planejamento é recomendado e decisivo na maioria dos casos. No entanto, não devemos engessar este processo. É importante reservar muito espaço na agenda para os imprevistos e para que possamos estacionar e curtir a paisagem ao longo do caminho. Temos permissão e necessidade de apreciar o trajeto. Já que é durante a jornada da vida que a soma de experiências nos molda, transformando-nos em quem somos.

Nenhuma graduação ou especialização, por mais eficiente que seja, é capaz de agregar conhecimento como a experiência. As teorias, por mais fiéis e completas que sejam, são incapazes de prever percalços e considerar o fator humano que as executa. Porque nossa humanidade nos transforma em seres complexos e únicos. Nossas reações variam consideravelmente diante de situações aparentemente idênticas, pois as codificamos de formas distintas. Esta é uma beleza intrínseca de nossa individualidade, pois ninguém nos imita ou executa algo como nós.

Temos obrigação de descobrir o que nos preenche e completa. É nossa tarefa desvendar o quebra-cabeças da vida e conhecer os detalhes do desenho que estamos formando, com as peças que temos. Se levar menos a sério minimiza o impacto das derrotas e oportuniza um aprendizado menos dolorido. Quando se parte do princípio que o erro fará parte do processo, somos mais condescendentes conosco mesmos e com os demais. Não se espera que os que estão tentando não cometam erros; o que se espera é que não desistam. Não desistir e acreditar em si mesmo é o início de qualquer conquista.

“Todo aprendizado que adquiri, foi um problema que me ensinou.” T D Jakes

Nosso ir faz o caminho

Construir o caminho por onde queremos andar faz parte do desafio de viver. Temos a opção de andar por caminhos prontos ou construir nosso próprio caminho.

“Pensava que seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. Nosso ir faz o caminho.” C.S. Lewis

A praticidade de seguir por um caminho previamente estabelecido, às vezes, nos mutila. Não devemos negociar nossa singularidade por aceitação, nem nossa genialidade por segurança. Escolheremos apenas sobreviver, quando negligenciarmos nossa criatividade, vivendo uma vida menor.

O passado é nosso futuro até que tenhamos coragem de criar algo novo. Por isso, os ingredientes mais nocivos que temos que eliminar desta receita são: inveja, remorso, vergonha e ressentimento. Porque eles nos conectam ao passado e subtraem nossa capacidade de sonhar.

A singularidade nos conecta ao risco e ao fracasso. Todos os que temem o fracasso ou tentam contorná-lo, invariavelmente ficam estagnados. O fracasso e o risco refinam nossa experiência e são fatores importantes desta equação. Não podemos ignorá-los ou temê-los em demasia.

Quando rejeitamos o que nos torna falsos, arriscando-nos em busca de nossa verdadeira identidade, rumamos na direção do protagonismo de nossa história. Abraçar quem verdadeiramente somos e viver a expressão crua de ser inteiramente humano é nosso maior risco e o sentido mais profundo da vida.

A diferença entre a criação e imitação

A maioria de nós conhece a diferença entre algo criado e uma imitação. Atualmente é comum encontrar imitação de peças de grifes famosas por preços acessíveis. Muitas pessoas se contentam em fazer isso com suas vidas. Elas imitam pessoas e comportamentos que admiram, e não sabem quem são de fato.

Nunca antes o apelo da mídia nos influenciou tanto como na atualidade. Quando ousamos superar nossa necessidade de aceitação e arriscamos ser quem fomos criados para ser, deixamos nossa marca no mundo. As marcas e grifes famosas possuem valor porque os que as criaram assumiram riscos e ousaram.

Temos uma natureza de intérpretes. Fomos projetados desta forma. Somos tradutores de significado. Nossa interpretação da vida é única e insubstituível. As cores e nuances que acrescentamos aos lugares por onde passamos registram nossa impressão digital no ambiente e nas pessoas.

O amor se arrisca

A liberdade de nossa alma determina nosso potencial criativo e transformador. Tudo que é novo e criativo tem poder de influenciar e substituir o corriqueiro e o velho. Por isso, nossa vida é a interpretação profunda de quem somos. Amor nunca vem desacompanhado de feridas. Ferimos e somos feridos quando amamos, simplesmente porque somos humanos e imperfeitos.

A interpretação que damos ao que nos acontece revela nossa essência, é a tradução de nossa alma. O que nos acontece não é nem de longe tão poderoso ou tão influente na formação de quem somos, quanto a interpretação que atribuímos ao que nos aconteceu.

O uso que fazemos da matéria-prima que possuímos distingue o ordinário do único. Não são as limitações que nos limitam, mas sim nossa dificuldade em abraçá-las. Pessoas autênticas não são pessoas diferentes, são pessoas iguais que decidiram viver diferente.

Nossa vida é uma obra-prima

Quando entendemos que nossa vida é uma obra-prima e nosso ato mais criativo, abraçamos a totalidade de quem somos. Semelhantemente a um artista, usamos o material que temos, dando forma e função a quem somos. Por isso, nada será desperdiçado ou desconsiderado. Inegavelmente, somos o produto de tudo que vivemos.

O único caminho que somos capazes de criar é aquele que reflete quem somos. Tudo que criamos é a extensão de nós mesmos. Desbravar este território exigirá tanto sabedoria quanto encantamento. O verdadeiro artista é aquele que minimiza as perdas e dores e maximiza as conquistas e descobertas, ao criar sua obra-prima.

O Criador e a criatura

Cortejamos nossa alma quando extraímos dela o que nos aprisiona e a deixamos livre para voar. Não voar sem rumo, mas para o alvo instintivo que ela possui. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Não seria lógico ou coerente que não carregássemos um potencial criativo que devesse ser explorado.

Portanto, fomos convocados por Ele a transformar nossa vida em uma obra-prima. Temos um Mestre e um Ajudador. Sempre que o desenho parecer confuso, ou quando perdemos o foco, olhamos para Ele e recebemos a orientação e a ajuda que nos falta.

Desci, pois, à casa do oleiro, e eis que ele estava ocupado com a sua obra sobre as rodas. Como o vaso, que ele fazia de barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer. Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.” Jeremias 18:3-6