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O Executivo e o Pescador

Descobrir o valor, e a importância das pequenas coisas, é decisivo para uma vida plena.

“Um executivo, de férias na praia, observava um pescador sobre uma pedra, fisgando alguns peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.

O executivo se aproxima e iniciam uma conversa.

Executivo:  – Bom dia, amigo, posso me sentar e observar?

Pescador:  – Tudo bem, doutor.

Executivo:  – Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?

Pescador:  – Como assim?

Executivo: – Se você me permite, não sou pescador, mas executivo de uma multinacional  muito famosa. Meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou “expert” nessa área. Fiz vários cursos no exterior sobre isto.

Pescador: Pois não, doutor, o que qui o senhor qué sugeri?

Executivo: – Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo?

– Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado, com uma boa rede para pescar uma quantidade maior, e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros.

– Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro.

– Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa…

Pescador: – Mas isso eu já tenho hoje! Respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.”

(autor desconhecido)

Muitas vezes, à semelhança do pescador, já temos muitas conquistas, e uma vida que muitos invejariam. Temos que ter olhos para reconhecer quem somos e o que temos, mesmo quando isso não se encaixa no padrão proposto.

A melhor versão de nós, somos nós mesmos. Viva sua vida com intensidade e entusiasmo. A gratidão nos transforma em pessoas melhores.

Frases sem sujeito. Responsabilidade anônima.

O sujeito das ações de sua vida precisa sair do anonimato. A maturidade e o avanço dependem disso.

Frases sem sujeito são aquelas que possuem uma ação, mas ninguém se responsabilizando por ela. São aquelas frases que apontam o erro e não responsabilizam ou atribuem autoria a quem quer que seja.

Aprendi em minha caminhada, que todas ações possuem um sujeito. Independentemente de admitirmos ou não, o agente está lá. Pode estar oculto, ser composto, mas raramente não existe. Em geral, o reconhecimento do sujeito é decisivo para que alguns rumos sejam corrigidos.

Quer gostemos ou não da ideia, a prestação de contas de nossos atos e escolhas, acontece cedo ou tarde. Existe sabedoria por trás da admissão de nossa participação nos rumos de nossa vida e de nossa família. Não somente a admissão, mas especialmente nosso posicionamento em relação ao nosso papel.

Assumindo a autoria

Os atos heróicos, ou as grandes conquistas nunca vêm desacompanhados de autoria, raramente são anônimos. Nossa dificuldade concentra-se em lidar com as escolhas menos bonitas que fazemos.

O que esquecemos, no entanto, é que não existe processo de aprendizado sem erros. Só erra, quem tenta, quem se arrisca em alguma medida. Pessoas erram, e consertar o erro nem sempre é possível, mas o anonimato não diminui ou altera seus resultados.

Pedir perdão não é uma coisa fácil. A humildade envolvida neste gesto, em geral, não é encontrada em excesso em nosso interior. Diz-se do orgulho, que é como o mau hálito, só quem tem não identifica.

Os anos revelam nossa essência

Com o passar dos anos, a experiência adquirida, não é conquistada sem altos e baixos. Envergonhar-se dos erros e não lidar com eles, não nos leva muito longe. A maioria dos acertos foram precedidos por erros.

Destaco a frase de T. D. Jakes : “Tudo que aprendi foi um problema que me ensinou.” A valentia de lidar com os problemas e com os erros do processo, nos deixa melhores. Nossa maturidade, depende diretamente da capacidade de aprender com os erros.

O livro de provérbios foi escrito por Salomão, um dos homens mais sábios que já existiu, é dele a orientação:

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Pv. 28.13

Sejamos sábios ao escolher lidar com o que quer que tenhamos escolhido, feito ou dito, que necessite ser corrigido. Em Deus temos sempre a oportunidade de recomeço, e a certeza do perdão. Muitas respostas que buscamos estão diretamente conectadas a este posicionamento de coração.

A águia e as galinhas. Despertar da identidade.

As galinhas jamais serão companhia para as águias. Águias nasceram para voar alto, conquistar horizontes que as galinhas não sonham conquistar.

“Certa vez um camponês foi à floresta apanhar um pássaro. Conseguiu capturar um filhote de águia. O filhote foi colocado no galinheiro junto com as galinhas. Cresceu e aprendeu os hábitos das galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

  • Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
  • De fato, disse o homem, é uma águia. Mas, criei-a como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
  • Não, retrucou o naturalista, ela é, e sempre será, uma águia. Sua essência a fará um dia voar às alturas. Ela tem coração de águia, certamente poderá aprender a agir  e voar como águia.
  • Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:

  • Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:

  • Avisei… ela virou uma simples galinha!
  • Não, tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa, sussurrando-lhe:

  • Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas. O camponês sorriu e voltou a afirmar:

  • Repito…ela virou galinha!
  • Não, respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia e possui sempre um coração de águia.

Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

  • Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.

Foi quando ela abriu suas potentes asas. Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto. Voou. E nunca mais retornou.”

(autor desconhecido)

Nosso destino está intimamente relacionado com a revelação que temos de quem somos, e de quem fomos criados para ser. A frase de Abraham Lincoln: “Não importa o ninho, se o ovo é de águia“, complementa o recado deste texto.

Nunca permita que definam quem você é, baseado em suas circunstâncias. Fomos criados com capacidade de superação superior a que imaginamos. Lute por seu destino. Você nasceu para lugares altos.

Aprisionados no medo. Impedidos de avançar.

Quando o medo nos aprisiona, os avanços são retardados, ou por vezes, interrompidos definitivamente.

Algumas pessoas convivem com medo de maneira passiva. Acostumam-se com as limitações que ele impõe. O medo pode ser algo sutil e aparentemente inofensivo, mas em geral nos paraliza.

Convivi com alguns deles ao longo de minha vida. Ainda hoje não me considero uma pessoa valente. Mas, foi precisamente quando entendi que precisava lutar contra ele, que consegui dimensionar o quanto ele me limitava.

Os primeiros indícios surgem na infância, e na maioria das vezes não são confrontados. São facilmente confundidos com timidez, temperamento, ou quem sabe, até prudência. A verdade é, que qualquer coisa que temamos, seja grande ou pequena, subtrai um pouco de quem somos.

Superando medos

Um dos principais medos, com o qual tive que lidar, foi o medo de dirigir. Ele é mais comum do que pensamos. Existem inclusive profissionais especializados em ajudar pessoas que sofrem com esta fobia.

No meu caso, foi um processo longo e cheio de etapas. Eu dirigia, mas sofria antecipadamente toda vez que tinha que pegar o carro. Não importava a distância do trajeto, a ideia me apavorava, até que desisti. Passei anos sem nem ao menos cogitar a ideia de voltar a dirigir.

No ano de 1999, resolvi encarar de frente o desafio. Comprei meu carro, refiz a autoescola e corajosamente dei os primeiros passos na direção de minha liberdade. Não foi fácil. Lembro de várias circunstâncias que me desafiaram. Lembro em especial de um comentário, feito por um colega.

Ele possivelmente nem lembra disso, mas para ele meu medo era descabido. Foi então que ele me disse: Do que exatamente você tem medo? Você paga impostos, é dona de seu carro, sabe dirigir, e outros já fizeram antes de você… Naquele momento esta observação fez muito sentido.

Os momentos decisivos

Quando lembro disso hoje, a frase dele não foi de tanto impacto assim, mas naquele momento foi importante. Eu já estava posicionada, já tinha decidido lutar para vencer. O comentário foi como um empurrão.

Não me imagino hoje sem poder contar com meu carro. Não só pela mobilidade que ele me proporciona, mas especialmente porque foi uma conquista. Ela desencadeou muitas outras.

Minha mudança para Florianópolis, exigiu que eu transportasse muitos de meus pertences no meu carro. Tive que encarar o desafio de dirigir numa cidade que não conheço, bem menor do que Porto Alegre, mas ainda assim desafiador. Atualmente, com a ajuda do GPS, está mais fácil. No entanto, se aquele medo não tivesse sido vencido, hoje eu teria dificuldade, ou talvez nem tivesse me mudado para cá.

Temos a mesma essência

Talvez você não se identifique com esse tipo de medo, mas todos temos algum nível de prisão alicerçada no medo. Ainda hoje me deparo com circunstâncias que acionam este botão, mas sempre que identifico-as, procuro confrontá-las, com a ajuda do Espírito Santo.

Os medos podem estar mascarados, mas se simplesmente acomodarmos nosso estilo de vida ao medo, viveremos uma vida pela metade. E você? Está disposto a enfrentar seus medos? Lembre-se que só você pode fazê-lo. Temos mais capacidade de superação do que imaginamos.

Com a ajuda de Deus, podemos avançar rumo aos sonhos que Ele nos deu. A batalha é diária. Os gigantes precisam ser vencidos, para que nos transformemos na pessoa que Ele nos criou para ser.

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora todo medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que tem medo não é perfeito em amor” 1 Jo. 4:8; 18

O quarto de brinquedos. A história do cavalinho.

Em sua maioria, as histórias infantis são carregadas de significado. Nesta, em especial, existe uma verdade para a vida. Aprenda com o cavalinho.

A história a seguir, foi extraída de um livro escrito por Charles Swindoll, intitulado “Eu um servo? Você está brincando?“. Na minha opinião, é uma história carregada de significado, dispensando qualquer adição ou explicação. Aprendamos com o cavalinho.

“O cavalinho era o brinquedo mais antigo daquele quarto de crianças. Era tão velho, que seu pelo castanho mostrava as muitas falhas, aparecendo a costura em baixo dele, e a maior parte dos pelos de sua longa cauda haviam sido arrancados para se fazerem colarzinhos de contas.

Ele era bastante experiente, pois já vira inúmeros brinquedos automáticos chegarem ali cheios de orgulho e arrogância, mas que, com o passar do tempo, quebravam as cordas e “morriam”. Ele sabia que todos não passavam de meros brinquedos, e que nunca passariam disso. Pois a magia do quarto de brinquedos é estranha e maravilhosa, e somente aqueles que já eram velhos e sábios e experientes como o cavalinho a compreendiam bem.

  • O que é ser de verdade? Indagou o coelhinho certo dia, quando estava deitado ao lado do cavalinho, perto da lareira, antes de a ama vir arrumar o quarto. É ter dentro da gente uma coisinha que faz um zumbido e uma chavezinha de dar corda?
  • Ser “de verdade” não tem nada a ver com a maneira como somos feitos, respondeu o cavalinho. É uma coisa que nos acontece, quando uma criança nos ama durante um longo tempo, isto é, não apenas gosta de brincar conosco, mas nos ama realmente, então passamos a ser “de verdade”.
  • E isso dói? Perguntou o coelhinho.
  • As vezes dói, disse o cavalinho, pois não gostava de esconder a verdade. Mas quando somos “de verdade”, não nos importamos muito com a dor.
  • E acontece de uma só vez, como quando nos dão corda, ou é pouco a pouco? Quis saber ele.
  • Não é de uma vez só, explicou o cavalinho. A gente vai se transformando, leva muito tempo. É por isso que aqueles que se quebram facilmente, ou têm arestas cortantes, ou têm que ser manejados com cuidado, não podem passar por este processo. De um modo geral, quando afinal nos tornamos “de verdade”, nosso pelo já foi arrancado pelos carinhos, os olhos já caíram, estamos com as juntas soltas e muito surrados. Mas nada disso tem importância, pois depois que somos “de verdade”, não somos mais feios, a não ser para as pessoas que não entendem nada dessas coisas.”

“Margey Williams (The velveteen Rabit)”

Livres da vergonha, prontos para sonhar.

Quanto de vergonha é necessária para roubar nosso destino? Pequenas porções dela nos mutilam, destruindo nossa capacidade de sonhar.

A vergonha nunca deveria ditar quem somos. Ela manifestou-se imediatamente após a queda do homem, no Éden, e continua infiltrada em nosso DNA. Suas raízes são sorrateiras e sufocam nossa identidade.

Li recentemente o livro unashamed (livre da vergonha), escrito por Christine Caine. Quem não conhece a trajetória desta mulher, recomendo que pesquisem a respeito. É dela a definição da diferença entre vergonha e culpa: “A vergonha ataca quem somos, a culpa o que fazemos”.

Enquanto a culpa aponta para algo errado que praticamos, a vergonha declara que somos um erro. Ambas precisam ser confrontadas, mas a vergonha precisa ser aniquilada. Ela nos aleija, destruindo nossa autoestima.

Decidindo sonhar

Inegavelmente, a vergonha reduz nossa capacidade de sonhar. O antídoto eficaz, contra as camadas de vergonha que distorcem nossa personalidade, é a exposição. Parece contraditório, mas é eficiente. Quando a vergonha é manifesta, ela perde seu principal trunfo: o anonimato. É ele o responsável pela potencialização de seus efeitos.

Enquanto mantivermos gavetas lacradas em nossa alma, a vergonha triunfa. À medida que decidimos expor o que nos escraviza, boa parte do processo de cura entra em curso. Contudo, a verdadeira cura e restauração destas áreas, só pode ser operada por Deus.

Nenhum ser humano tem poder de mudar-se a si mesmo, por mais que tente ou deseje. Mesmo bons profissionais na área da psiquiatria e psicologia, são impotentes diante de algumas distorções de nossa personalidade.

Sonhando com o futuro

A vergonha drena nossas forças. Limita nosso futuro de qualquer expectativa de sucesso, porque nos prende ao passado. Independentemente de onde esteja enraizada, ela só cessa de dar frutos, quando é extraída.

Os traumas, experiências negativas, ausência de palavras de afirmação e outras muitas lacunas, contribuem para solidificar a vergonha nas paredes de nosso coração. Lembro-me de fases de minha infância, que denunciavam as raízes da vergonha. Mesmo que, na fase adulta elas sejam menos perceptíveis, os frutos sinalizam sua existência.

Elas tinham várias ramificações, mas descobri que a necessidade de perdoar, em geral, é imperativa quando se deseja a cura. Nem sempre um único golpe é suficiente para remover a origem desta mancha em nossa alma.

Abandonando o passado

Viver livre da vergonha é lidar com o passado. É ser livre para começar de novo. É poder sonhar com um futuro brilhante, sabendo que nossos erros não nos definem. É perdoar os que erraram conosco. É liberar quem quer que seja da responsabilidade por nossos fracassos.

Por isso, persiga sua identidade. Não se contente com nada menos do que viver a plenitude, do que Deus sonhou para você. Assuma sua parcela de responsabilidade nesta equação. Certamente Deus fará a parte dEle. O resultado será positivo!

“Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza.” Sl. 139:14