Não tenha medo da vida. Tenha medo de não vivê-la.

A vida foi feita para ser vivida com ousadia e em sua plenitude. Quando isso constitui um desafio, precisamos de um encontro com o Criador.

Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la. Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.”

“Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la. Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência. Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina, pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas. Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.”

Augusto Cury

Aprendendo com quem sabe

Os textos de Augusto Cury são inspiradores, não só por serem carregados de verdade, mas especialmente, por serem frutos de uma descoberta pessoal.

Imagino que a maioria, senão todos, sabem que sua trajetória na psiquiatria, foi iniciada como um ateu convicto. Sua curiosidade profissional instigou-o a pesquisar a vida de um judeu carpinteiro. Foi quando deparou-se com a narrativa bíblica dos evangelhos.

A personalidade intrigante de Jesus, o fez concluir que, somente uma pessoa totalmente curada e ajustada, poderia doar-se de forma tão incondicional e plena pelo outro. Sendo psiquiatra, ele mais do que ninguém, saberia dimensionar o que as declarações de Jesus representavam.

Jesus, nosso modelo

A natureza essencialmente egoísta não estava presente no homem Jesus. O equilíbrio como liderava o grupo de pescadores iletrados, o surpreendeu. Ele tinha que ser o filho de Deus.

O encontro com esse homem, ainda hoje muda destinos e transforma biografias. Ele transformou a minha. Aqueles que tiveram um encontro com o filho de Deus nunca mais foram os mesmos.

Viver a vida sem medo e em sua plenitude, é uma tarefa difícil, sem o autor da própria vida ao nosso lado. Ele possui o manual de fabricação de nossa frágil natureza.

Em Jesus, o Criador, nos convida a viver este relacionamento. O Criador deseja relacionar-se com a criatura, e a boa notícia é que Ele tem todas as respostas. Ele conhece os mecanismos mais secretos que desencadeiam nossas reações.

Seja medo, insegurança, desânimo, tristeza, o que for que nos roube o pódio, precisa ser conhecido e confrontado. Não tente fazer sozinho. Peça ajuda para Ele. Do seu jeito, convide-O a fazer parte de sua história.

O dia mais belo: HOJE

Viver um dia de cada vez, aproveitando o hoje, o agora, nos garante uma vida abundante.

“O dia mais belo: hoje

A coisa mais fácil: errar

O maior obstáculo: o medo

O maior erro: o abandono

A raiz de todos os males: o egoísmo

A distração mais bela: o trabalho

A pior derrota: o desânimo

Os melhores professores: as crianças

A primeira necessidade: comunicar-se

O que traz felicidade: ser útil aos demais

O pior defeito: o mau humor

A pessoa mais perigosa: a mentirosa

O pior sentimento: o rancor

O presente mais belo: o perdão

O mais imprescindível: o lar

A rota mais rápida: o caminho certo

A sensação mais agradável: a paz interior

A maior proteção efetiva: o sorriso

O maior remédio: o otimismo

A maior satisfação: o dever cumprido

A força mais potente do mundo: a fé

As pessoas mais necessárias: os pais

A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!”

(Madre Tereza de Calcutá)

Encarar o mundo através dos olhos do amor e da aceitação, nos permite viver o “hoje”. Quando o passado nos prende, ou a ansiedade em relação ao futuro, nos rouba o presente, desperdiçamos a possibilidade de viver o agora.

A rapidez com que a vida passa, deveria nos motivar a viver um dia de cada vez, aproveitando ao máximo, o único dia que temos capacidade de viver: O hoje!

O quarto de brinquedos. A história do cavalinho.

Em sua maioria, as histórias infantis são carregadas de significado. Nesta, em especial, existe uma verdade para a vida. Aprenda com o cavalinho.

A história a seguir, foi extraída de um livro escrito por Charles Swindoll, intitulado “Eu um servo? Você está brincando?“. Na minha opinião, é uma história carregada de significado, dispensando qualquer adição ou explicação. Aprendamos com o cavalinho.

“O cavalinho era o brinquedo mais antigo daquele quarto de crianças. Era tão velho, que seu pelo castanho mostrava as muitas falhas, aparecendo a costura em baixo dele, e a maior parte dos pelos de sua longa cauda haviam sido arrancados para se fazerem colarzinhos de contas.

Ele era bastante experiente, pois já vira inúmeros brinquedos automáticos chegarem ali cheios de orgulho e arrogância, mas que, com o passar do tempo, quebravam as cordas e “morriam”. Ele sabia que todos não passavam de meros brinquedos, e que nunca passariam disso. Pois a magia do quarto de brinquedos é estranha e maravilhosa, e somente aqueles que já eram velhos e sábios e experientes como o cavalinho a compreendiam bem.

  • O que é ser de verdade? Indagou o coelhinho certo dia, quando estava deitado ao lado do cavalinho, perto da lareira, antes de a ama vir arrumar o quarto. É ter dentro da gente uma coisinha que faz um zumbido e uma chavezinha de dar corda?
  • Ser “de verdade” não tem nada a ver com a maneira como somos feitos, respondeu o cavalinho. É uma coisa que nos acontece, quando uma criança nos ama durante um longo tempo, isto é, não apenas gosta de brincar conosco, mas nos ama realmente, então passamos a ser “de verdade”.
  • E isso dói? Perguntou o coelhinho.
  • As vezes dói, disse o cavalinho, pois não gostava de esconder a verdade. Mas quando somos “de verdade”, não nos importamos muito com a dor.
  • E acontece de uma só vez, como quando nos dão corda, ou é pouco a pouco? Quis saber ele.
  • Não é de uma vez só, explicou o cavalinho. A gente vai se transformando, leva muito tempo. É por isso que aqueles que se quebram facilmente, ou têm arestas cortantes, ou têm que ser manejados com cuidado, não podem passar por este processo. De um modo geral, quando afinal nos tornamos “de verdade”, nosso pelo já foi arrancado pelos carinhos, os olhos já caíram, estamos com as juntas soltas e muito surrados. Mas nada disso tem importância, pois depois que somos “de verdade”, não somos mais feios, a não ser para as pessoas que não entendem nada dessas coisas.”

“Margey Williams (The velveteen Rabit)”