Dentro do não, existe um sim

As aparentes negativas, recebidas ao longo da jornada, são oportunidades de mudança. Pois, cada não carrega dentro dele um sim que precisamos explorar.

O não esconde um sim

Dentro de cada não recebido, existe, pelo menos, um sim. Pois, cada porta que se fecha ou oportunidade adiada, contém uma enormidade de possibilidades. Já que, são muitos os caminhos que podemos explorar para chegar aos objetivos que temos. Inegavelmente nem sempre é fácil se desvencilhar da maneira engessada de pensar. Mas é exatamente isto que temos que fazer quando as circunstâncias nos encurralam em direção diferente da desejada. Os grandes inventores sempre foram pessoas curiosas, questionadoras e observadoras. Muitos não se classificam como pessoas criativas, contudo todos temos parcelas de criatividade que podemos explorar.

Certamente o primeiro passo é não classificar as negativas que recebemos como derrota. Quando acrescentamos um olhar otimista ao nosso cotidiano, somos capazes de enxergar o copo meio cheio. Pois, o que enxerga o copo meio vazio está olhando para o mesmo lugar, porém, transfere seu pessimismo para o que pode ser uma oportunidade. Ninguém que desanima facilmente diante dos desafios e desvios da jornada, consegue tocar nos alvos estabelecidos. Ou seja, todo objetivo traçado ou planejamento feito sofrerá reveses. Já que as digitais de nossa humanidade permeiam tudo o que fazemos. Nossas falhas e as de quem nos cerca inevitavelmente imprimirão algum nível de instabilidade e incerteza ao nosso dia a dia.

Por isso, é muito importante entender que o não carrega um sim dentro dele também. Talvez o sim esteja apontando em uma direção inversa e exigirá de nós algum giro de 180° de nosso olhar. Contudo, não basta girar o olhar se nossos pés permanecem fixos na posição inicial. O desconforto ocorre quando não desistimos de algumas coisas para poder enxergar outras. É impossível compatibilizar alguns destinos com escolhas previamente feitas, que demonstraram não ser inteligentes. Temos que aprender com os erros e admitir honestamente nossos fracassos, sabendo que são parte do processo. O aprendizado é a soma do que aprendemos e incorporamos a quem somos.

Ousando abandonar

O aparente abandono de uma estratégia, pode bem representar a capacidade de criar um caminho não explorado. O principal inimigo a ser derrotado neste caso é o medo. O medo do julgamento, da falha, do risco ou do fracasso nos limita. Seja qual for a circunstância, quando eliminamos o limite imposto pelo medo, somos capazes de olhar mais longe. Embora nosso medo seja legítimo em algumas circunstâncias, ele não deve nos paralisar. O novo assusta em alguma medida, mas quando percebemos que temos capacidades não exploradas, lidamos com os desafios como oportunidade de crescimento.

O olhar livre é capaz de observar as coisas sob a perspectiva correta. O conselho de pessoas que não estejam intimamente envolvidas nas circunstâncias pode contribuir. Já que, nossas emoções também influenciam nossa ótica. Uma pessoa que olha de fora às vezes enxerga o que nosso olhar é incapaz de capturar. Reconhecer que precisa de conselho ou de ajuda não é sinal de fracasso ou fraqueza. Perceber-se como alguém limitado é interagir apropriadamente com a dinâmica da vida; que nada mais é do que um percurso dinâmico e inesquecível. Pois, ninguém nasceu para viver isolado ou sozinho. Ainda que para alguns seja mais difícil do que para outros admitir isso, fomos criados para viver em comunidade. Porque o outro carrega um pouco do que nos falta e vice-versa.

Ter coragem de abandonar velhas práticas, abrindo-se para novas oportunidades areja nossa alma. Precisamos de motivação para levantar todos os dias. A mesmice e a falta de perspectiva nos aleijam. Ou seja, alguém que se anula ou desiste de lutar por seus sonhos já é um derrotado. Os rótulos que carregamos são poderosos e temos que ter ousadia de nos distanciar deles. Fazer diferente, desaprender, reaprender e recomeçar são verbos conjugados por pessoas de valor. Somente os verdadeiros guerreiros não se intimidam e lutam contra os inimigos sabendo que possuem chance de vitória. Pois, ficar parado já é uma derrota maior do que qualquer perda eventual de quem se movimenta.

O tempo é um belo juiz

O tempo é um juiz muito sábio. Ele revela os acertos e erros cometidos e acrescenta significado à nossa vida. Ao olharmos para trás, inevitavelmente reconheceremos as consequências de más escolhas, assim como o benefício de boas escolhas. Contudo, não podemos negligenciar o aprendizado que os erros agregaram à nossa caminhada. Porque somos o resultado desta trajetória. Tanto o lugar de nascimento, quanto nossa criação, personalidade e diversos outros fatores combinados, formam quem somos. É desta combinação que nasce nossa peculiaridade e onde está fundamentada nossa identidade única.

Por isso, ao assumirmos o protagonismo de nossa existência, estaremos fortalecendo nossa identidade. Nossa postura de enfrentamento determina o quanto estamos dispostos a brigar por aquilo em que acreditamos. Nossa impressão digital deve estar registrada nos lugares por onde passamos e nas pessoas com quem convivemos. É disto que a vida é feita. Não devemos temer as escolhas e sim o fato de delegarmos algo que nos pertence. Ninguém pode ocupar este lugar em nossa vida sem nos colocar como coadjuvantes de nossa história. Ou seja, o simples fato de temermos escolher, retarda e paralisa a expressão de quem somos.

Cada um de nós será julgado pelo tempo. Ele passa em uma velocidade assustadora e nos confronta. Usufruir da oportunidade de mudar rumos de nossa trajetória é uma dádiva. Não reconhecer estas janelas de oportunidade pode representar uma lacuna importante em nossa biografia, que nem sempre pode ser recuperada. Portanto, olhar para o não como uma das respostas possíveis, sem classificá-lo como derrota, é o início do entendimento que nos leva para algum sim escondido. As negativas recebidas ao longo da vida podem ser os desvios necessários que, quando bem calculados, acrescentam velocidade e significado aos nossos dias.

“A maneira de apreciarmos uma coisa é dizermos a nós próprios que a podemos perder.” G. K. Chesterton

Autor: bygrace

Estou Secretária executiva, amo biografias, escrever, ler e recentemente lancei meu primeiro infoproduto. Desejo contribuir para que mais pessoas assumas seu protagonismo.

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