Mãos falam o que a boca não diz.

Nossas mãos falam o tempo todo. Elas dizem o que a boca não diz. Gestos sempre dizem mais que palavras.

Mãos falam o que a boca não diz

Poucas pessoas conhecem o poder de expressão das mãos. Inegavelmente, não são apenas os deficientes auditivos que se beneficiam da linguagem de sinais, por elas executada. Mas, nem sempre é evidente o fato que mãos falam. Sim, elas falam porque refletem o que para nós é importante. Elas podem estar cheias ou vazias, ocupadas ou ociosas, disponíveis ou indisponíveis. Portanto, é prerrogativa nossa determinar o que elas comunicarão. Elas são a extensão de nossos lábios e denunciam a coerência ou incoerência de nossa fala. 

Mãos que amam, abraçam, acolhem, ajudam. Mãos que odeiam, desprezam, estão esvaziadas de afeto, acusam e machucam. Elas são instrumentos que ferem, sempre que nos omitimos de fazer o bem, estando ao nosso alcance poder fazê-lo. O cuidado oferecido a quem amamos, nos leva a ocupar nossas mãos com o que os deixa felizes. Mãos cansadas, precisam de descanso. Mãos feridas, precisam de cura. Mãos generosas doam-se e gastam-se em prol de causas públicas. Mãos talentosas produzem arte, geram beleza, adornam o imperfeito. Por isso, mãos falam e têm poder de transformar.

Existem pessoas talentosíssimas que produzem, com suas mãos, obras de arte belíssimas. Seja através de um quadro, de um livro, de uma música executada ou composta, de um artesanato ou de uma escultura, nossas mãos tem poder criativo. Elas fazem a maquiagem que usamos e a comida que nos alimenta. Elas constroem edifícios, casas, pontes, barracos e estradas. Elas também consertam vazamentos, rachaduras, equipamentos, carros, navios e aviões. Elas podem estar estendidas ou encolhidas, e mesmo quando se omitem estão falando. Elas dizem sim e não, avance ou pare. Mãos falam o tempo todo.

“Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las.” Augusto Cury

Com o que ocupamos nossas mãos?

Portanto, ocupar as mãos com coisas que deixem nosso mundo mais belo, é optar pelo melhor uso delas. Em contrapartida, mãos também destroem, ferem e se omitem. Elas podem segurar, armas e flechas ou rosas e alimentos. Elas podem apontar o dedo acusador e preparar armadilhas. Com elas assaltamos, matamos, ferimos. Surpreendentemente, elas defendem e atacam, furtam e restituem, registram a verdade e a mentira dos fatos. Contudo, as mesmas mãos que optam pela bofetada, pelo soco ou pela surra, são capazes de acariciar, massagear e acalentar. Por isso, o exercício de nosso livre arbítrio determina seu uso.

Existe poder inerente em nossos atos de comunicar compaixão ou rejeição. Certamente não temos capacidade de dar o que não temos, ou de retribuir com generosidade, quando nosso coração está cheio de rancor. Por isso, elas são a tradução mais genuína do coração. Pois, nem sempre temos coragem de dizer com os lábios, o que expressamos através delas. Para alguns é mais fácil dar um presente do que dizer eu te amo. Ou quem sabe dar um soco, do que verbalizar um conflito. Porque as agressões possuem origem em nossa dificuldade de lidar com nossas emoções.

Fomos desenhados com duas mãos, porque o Criador sabia que precisaríamos delas em dupla. Muitas vezes elas necessitam companhia, devendo ser duplicadas, triplicadas ou quem sabe divididas. Por isso, temos que saber pedir e receber ajuda. Somos capazes de executar muitas coisas com duas, ou quem sabe, com apenas uma das mãos. Mas é simplesmente impossível, fazer tudo sozinho. Não é somente o peso que dividimos com outros, mas especialmente a angústia. Uma mão estendida pode representar mais do que um reforço. Já que nem sempre é de força física que carecemos.

“À medida que envelhecemos, descobrimos que temos duas mãos; uma para ajudar a nós mesmos, e outra pra ajudar aos outros.” Audrey Hepburn

Estendendo as mãos

“Não se pode apertar mãos com os punhos fechados.” Indira Gandhi

Inevitavelmente, ao decidirmos usar as mãos para promover o bem, elas adquirem marcas. Porque, elas não são imunes aos calos e cicatrizes. No entanto, tais sinais, deixados pelo tempo e pelo uso, não tem poder de deixá-las feias. Porque a beleza delas está vinculada ao que realizaram, não ao seu aspecto físico. Quanto mais delicada a tarefa tanto mais habilidosas precisam ser nossas mãos. Nem sempre é a força delas que conquista os objetivos almejados. Seus gestos precisos são reflexos da serenidade de uma alma confiante. No entanto, mãos trêmulas denunciam níveis de ansiedade e medo, que dificultam a execução de qualquer tarefa.

Portanto, mãos falam de nossos talentos, do estado de nossa alma e coração. Mãos revelam o que valorizamos e a importância que conferimos ao que é depositado nelas. Mãos diligentes sempre tratarão com respeito e lealdade os objetos e circunstâncias que carregam. Pois, os vários aspectos do que realizamos, revelam um pouco de quem somos. A história da humanidade foi marcada pelo trabalho de homens e mulheres que souberem utilizar suas mãos. Inegavelmente, as descobertas e o grande exemplo que deixaram foi porque fizeram bom uso deste membro valioso de nosso corpo.

Certamente a capacidade de influenciar negativamente também danificou e destruiu a vida de muitos. O poder em mãos erradas causa prejuízos incalculáveis. Leis são aprovadas por mãos inconsequentes e egoístas. Governos perversos exercem controle manipulador e opressor, lesando a vida de muitos. Por isso, seja qual for o uso que fazemos do poder que nos é concedido, ele jamais passa despercebido. A gentileza e a coerência se manifestam em nossos gestos. Transpiramos nossa essência por cada poro de nosso ser e através das mãos os executamos.

As mãos de Deus estão estendidas

Na cruz, Jesus deixou claro que Suas mãos estavam estendidas. Foi nesta posição que Ele rendeu Seu Espírito ao Pai. As mãos dEle curaram, abençoaram, criaram e resgataram. Elas, certamente, não eram mãos de acusação ou se ocupavam com coisas passageiras. Jesus ocupou-as com atividades eternas, deixando Suas digitais na vida de homens e mulheres que ousaram se aproximar. É inevitável que nossa digital seja impressa no que manuseamos, resta saber que marcas deixaremos. Portanto, o exemplo deixado por Jesus deveria nos inspirar.

Deus possui mãos, e ofereceu-as a nós na pessoa de Jesus. Elas estão disponíveis para nos abraçar e apoiar. Elas são fortes suficiente para nos sustentar diante de qualquer desafio. As mãos dEle são leais e Suas digitais estão impressas em toda criação. A beleza do que Ele criou denuncia Seu caráter e poder. Suas mãos não ofereceram resistência diante dos que o acusavam injustamente. Ele não ocupou-as com armas ou utilizou-as para ferir e lesar os que O seguiam. Elas foram usadas para transformar a vida dos que se aproximaram.

Ainda hoje Suas mãos permanecem estendidas e disponíveis. Porque, nunca foi Sua intenção que vivêssemos sem Sua ajuda. Temos liberdade de escolher se permitiremos que elas nos toquem e apoiem, ou se viveremos sem Sua intervenção. Qualquer um que tenha sido tocado pelas mãos do Mestre foi transformado. Ele nos criou com capacidade de usar nossas mãos para promover o bem. Ele oferece as dEle para cuidar do peso excessivo que não conseguimos levar sozinhos. Ele sabia que nossas duas frágeis mãos tinham sido desenhadas para conquistas. Mas sempre soube também, que precisaríamos das Suas mãos. Por isso, ofereceu-as sem medida.

“Eu tive muitas coisas que guardei em minhas mãos, e as perdi. Mas tudo o que eu guardei nas mãos de Deus, eu ainda possuo.” Martin Luther King

Autor: bygrace73513376

Sou gaúcha, amo biografias e gosto do desafio de compartilhar fragmentos da minha. Faço parte de uma geração analógica que usufrui dos benefícios da era digital. Por isso, o bygrace é produto de uma jornada analógica, compartilhada de forma digital.

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