O segredo do sucesso

O segredo de nosso sucesso é descobrir quem somos. Perseguindo objetivos que traduzam nossa essência e concedam voz ao que acreditamos.

Segredo do sucesso

Em alguma medida, cada ser humano está em busca de sucesso. A definição de sucesso sofre variações e é afetada por questões culturais e pessoais. Os alvos e objetivos de cada pessoa são distintos, assim como os meios de conquista. Quanto mais ambição uma pessoa possui, tanto maior deve ser sua persistência em vencer desafios.

Imaginar que exista uma receita de bolo, ou uma fórmula mágica de sucesso é menosprezar a individualidade. Cada ser humano é um universo complexo e particular. Existem muitas nuances que revelam quem somos e que valores possuímos. Inevitavelmente, isso reflete em nossa ótica de sucesso.

Para alguns conquistar um bom emprego, ter uma boa casa e um carro são modelos de sucesso, pois valorizam estabilidade. No entanto, outros buscam viajar, conhecer novas culturas, gostam do desafio de desbravar novos territórios. Esses, associam sucesso com o inesperado, a constância o desestimula. Há os que sonham com o reconhecimento em sua área de atuação, esforçando-se para se destacar em meio a seus pares. Em suma, a definição de sucesso é pessoal.

Porém, uma realidade é universal e inegável, o ser humano precisa de desafios e alvos. Quando uma pessoa perde a esperança e a expectativa em relação a seu futuro, ela está morrendo. A morte pode ser gradual, mas instala-se de dentro para fora. Por isso, necessitamos de exemplos de superação, que nos inspirem. Já que, nossa essência precisa ser traduzida, decodificada. Precisamos dar voz ao que somos.

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.” Winston Churchill

Como identificar o alvo

Antes de identificar com clareza nosso alvo, precisamos saber quem somos. Nossa identidade determina nossos alvos. Infelizmente, nunca antes como agora, as pessoas não sabem quem são. Vivemos em constante crise de identidade, já que nos falta clareza. Auto conhecimento têm sido perseguido nos consultórios psiquiátricos, nas sessões de coaching e nos grandes conglomerados empresariais.

Uma geração mutilada, oriunda de famílias desestruturadas, focada no efêmero, clama por aceitação. Em todas as gerações houve desafios, e cada uma delas lidou com um tipo de contexto. A era da informática, que veio para otimizar tempo e diminuir distância, ao contrário, têm-se mostrado ineficiente para corrigir estes desvios. A superficialidade das relações e as soluções imediatistas estimulam comportamentos que nos afastam do cerne da questão.

Diariamente, somos bombardeados com propostas que buscam ganhar nossa atenção. Os meios digitais tentam nos atrair de formas variadas, e ao final do dia estamos vazios. O cansaço e o stress são tratados nos consultórios, muitas vezes com medicamentos. Aparentemente temos mais tempo, mas não sabemos o que fazer com ele. Ou melhor, deveríamos ter mais tempo, mas buscamos preenchê-lo com atividades sem valor.

Ousando priorizar

Há um exemplo clássico de como devemos estabelecer nossas prioridades. Quando se tenta colocar rochas grandes, pequenas, médias e areia dentro de um jarro, as grandes devem ser postas primeiro. Se invertermos a ordem, colocando a areia antes, não haverá espaço para as rochas grandes. Ao passo que a areia, por ser rala, posta por último, penetra com facilidade e encontra espaço entre as rochas.

Em nossa vida, as rochas grandes são as áreas importantes. É o que forma o alicerce de nossa existência. São os relacionamentos familiares, as amizades, nossos sonhos e tudo mais que acrescenta significado à nossa trajetória. Já a areia são coisas sem as quais podemos viver. O primeiro passo é identificar o que, para nós, é areia e o que é uma rocha grande. Infelizmente, a maioria de nós, não faz distinção entre ambas.

Pessoalmente creio que a principal Rocha, sobre a qual temos que edificar, e que, portanto, deve entrar primeiro no jarro, é nosso relacionamento com Deus. Quando esse aspecto de nossa existência está fora de lugar, todo resto fica comprometido. Jesus é a Rocha eterna, a Pedra Angular de nosso edifício. Os construtores sabem a importância da pedra angular no alicerce de uma construção. É a partir dela que todo alinhamento da obra acontece. Quando ela está torta ou desalinhada o edifício desaba.

Entendendo as diferenças

Abordar este tema em um texto semanal de um blog, não deixa de ser contraditório. Corro risco de apresentar soluções simplistas para um tema complexo. Porém, existe despretensão em minha abordagem, já que, meu alvo aqui é repartir um olhar. Sou admiradora de biografias, elas me inspiram e desafiam. Numa certa medida, cada percepção é um pouco autobiográfica, não temos como evitar.

Sou oriunda de uma geração analógica, e essa análise foi feita logo no início da proposta deste blog. O texto que deu origem a esta iniciativa aborda este aspecto de minha experiência. Porém, vejo na mídia digital uma ferramenta de alcance que deve ser explorada com parcimônia. Competir com outras vozes não é meu objetivo. Penso que a forma correta de expor ideias é o respeito à diversidade de opiniões.

No entanto, não seria coerente escrever a respeito de algo que não seja fruto de uma experiência pessoal. Minha trajetória aponta numa direção cada vez mais clara: precisamos saber quem somos. Esse é o ponto de partida e a descoberta não é efetiva até que tenhamos um encontro pessoal com nosso Criador. Toda análise que ignore este componente da equação, não estará completa. Essa tarefa não pode ser terceirizada e não é inteligente adiá-la.

A diversidade é um reflexo e uma extensão do caráter de Deus. Nunca foi Sua intenção relacionar-se conosco como robôs ou marionetes. Ele ama a diversidade e busca um relacionamento pessoal conosco. É neste relacionamento que descobriremos como “funcionamos”. Assim como o manual de instruções de um produto descreve suas características, somos desvendados, quando em contato com Ele – nosso Fabricante.

Uma vida com propósito

A vida passa a ter significado e valor, quando a partir da ótica de quem somos, estabelecemos nosso alvo. Inverter esta ordem, isto é,  estabelecer o alvo e definir quem somos a partir dele, é um grande erro. O que fazemos com nosso tempo e aquilo em que depositamos nossa energia deve ser resultado da descoberta de quem somos. Se necessário, temos que ter coragem de descartar algumas pedras, substituindo-as por outras. 

Só nós podemos decidir se seremos ou não protagonistas de nossa história. Nenhuma circunstância ou contexto pode ditar quem somos ou limitar nosso alvo. Isso só acontece se, e quando, permitimos. Lidar com fracasso e perdas é inevitável e faz parte do processo. No entanto, permitir que estas circunstâncias nos definam é opcional. Somos nosso principal inimigo, quando duvidamos de nosso potencial.

No entanto, ao acreditarmos que não nascemos por acidente, e que só nós podemos fazer bem determinada coisa, inicia-se o caminho da conquista. É sobre nossa identidade que construímos nossos objetivos e ousamos sonhar com um futuro brilhante e eterno. Já que, ninguém, jamais poderá executar o que quer que seja do nosso jeito. Esse é o principal motivo de sermos insubstituíveis – somos únicos.

A compreensão da eternidade é o que coloca em perspectiva correta as escolhas do presente. Sem ela, tudo o que fizermos nesta vida desaparece. Por mais bem sucedidos que formos, um dia tudo acaba, e conosco não levamos nada. Deixar um legado é um aspecto positivo, mas adentramos neste mundo sós, e partiremos sós. Em última análise, ter sucesso, é chegar no final da jornada preparados para o encontro com o Criador.

O significado de nossa existência e o sucesso será devolver o fôlego de vida ao Pai, de quem toda criação é oriunda. Voltar para Ele, transformados, por tudo que vivemos e aprendemos, entregando-lhe definitivamente nossa existência. Somos transformados quando permitimos que as circunstâncias nos ensinem. Esse dia chegará na vida de todos. Teremos tido sucesso, quando ao final, olharmos para trás com a convicção de que valeu a pena!

Autor: bygrace73513376

Sou gaúcha, amo biografias e gosto do desafio de compartilhar fragmentos da minha. Faço parte de uma geração analógica que usufrui dos benefícios da era digital. Por isso, o bygrace é produto de uma jornada analógica, compartilhada de forma digital.

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