Lidando com perdas e fracasso

A vida é cheia de altos e baixos, com ela experimentamos a dor de perdas e fracassos. Devemos encarar estas estações com a mesma naturalidade que lidamos com o sucesso e os avanços.

Perdas e fracassos são parte integrante de nossa humanidade. Só não fracassam os que não se arriscam, e por consequência, não vivem. É impossível viver o processo de aprendizado sem lidar com o erro e eventualmente com perdas. Quanto mais nos apegamos às circunstâncias e/ou aos bens, tanto maior é o impacto que as perdas exercem sobre nossa vida.

“A angústia de ter perdido não supera a alegria de ter um dia possuído.” Santo Agostinho

Quando a alegria de ter possuído é maior do que a angústia experimentada com a perda, estamos encarando os fatos de forma adequada. Embora nem sempre tenhamos equilíbrio para balancear corretamente os prós e contras de cada estação, os anos encarregam-se de demonstrar que havia sabedoria em cada etapa.

A verdade é que tudo que hoje temos em nossas mãos desaparece, inclusive nossa própria existência. Corrie Ten Boom, em seu livro “Na Casa de meu pai”, narra a experiência de seu primeiro dia de escola. A valiosa lição aprendida naquele dia, quando seu pai gentilmente arrancou seus dedos do corrimão, foi necessária anos depois.

Neste dia ela aprenderia que a força com que se apegava as coisas, aumentava a dor que sentiria quando elas fossem removidas. Naquele dia Deus apresentou-a a uma realidade com a qual teve que lidar em variadas circunstâncias. No restante de sua existência ela teve que ser lembrada que a dor diminuiria, se ela voluntariamente entregasse, sem reservas.

Soltando os dedos do corrimão

Corrie sofreu muitas perdas ao longo de sua existência. Esteve em um campo de concentração, onde viu sua família morrer, do qual foi a única a sair com vida. A narrativa abaixo é comovente:

“… – Eu não vou para a escola. Não vou mesmo.

– Claro que você não irá sozinha à escola, Corrie. Eu vou junto com você—, ouvi a voz de papai curvando-se sobre mim….ele foi desprendendo lentamente meus dedos, um a um, agarrados pertinazmente ao cor­rimão. Cada dedo que se soltava era acompanhado de um berro, cada vez mais alto.

…Eu sabia que papai não estava zangado; mas sua vontade era lei. Eu tinha que obedecer. ..Papai soltou-me a mão; meus dedos afinal não estavam quebrados; só meu coração estava leve­mente ferido.

…Deus estava ensinando uma pequena lição a uma vida também pequena, porque sessenta anos mais tarde ele me faria lembrar os dedos aper­tados fortemente no corrimão.

…Meu Pai celeste falou comigo: ‘Obedeça-me somente, Corrie! Eu segurarei sua mão. É meu plano que você deixe o seu quarto. Mais tarde você me agradecerá esta experiência. Você não percebe ainda, mas isto é uma das minhas gran­des bênçãos para você.’

…E de novo meus dedos se foram soltando do corrimão, um a um. A mão do Pai do céu era firme, e eu conhecia o seu amor…. Arrumei minhas malas e parti para os Estados Unidos.”

Confiando na liderança de Jesus

Só conseguimos abrir mão de conquistas naturalmente e lidar com perdas de forma adequada, quando nosso coração não está nas coisas. A não ser que tenhamos a perspectiva correta, teremos dificuldade de enxergar o desenho maior que se forma. Essa visão ampla do lugar para onde caminhamos é determinante quando enfrentamos o fracasso.

Reconhecer que o processo de aprendizado inclui o erro nos consola. Assim como, levar-se menos a sério diante de uma derrota, torna a transição menos dolorida. Igualmente, temer menos o julgamento e a crítica, liberta-nos de ser rigorosos demais conosco mesmo. Os grandes líderes e exemplos da humanidade não temeram lidar com tais desafios. A identidade deles era sólida e estavam determinados a prosseguir, independentemente do que isso lhes custasse.

Tudo tem um significado

“Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.” Santo Agostinho

Devolver o controle de nossa vida ao Criador é a decisão mais sábia que tomamos. Porque jamais teremos a visão completa do que está sendo desenhado em nossa vida. É de Corrie Ten Boom também a ilustração de que nossa vida é como uma tela que está sendo bordada. Deus é o bordador e Ele vê o desenho que está na tela. Nós, porém, enxergamos os nós e as trocas de linhas, uma se entrelaçando por sobre a outra.

Nossa ótica nesta vida é do avesso da tela. No entanto, chegará o dia em que visualizaremos a tela completa, o desenho terminado. Neste dia entenderemos o porquê de algumas alterações nas cores. Muita coisa fará sentido ao final, se ousarmos confiar em Sua capacidade de finalizar o que começou. Até lá, prosseguimos com os olhos nEle, em humildade e cultivando um coração agradecido.

Autor: bygrace73513376

Sou gaúcha, amo biografias e gosto do desafio de compartilhar fragmentos da minha. Faço parte de uma geração analógica que usufrui dos benefícios da era digital. Por isso, o bygrace é produto de uma jornada analógica, compartilhada de forma digital.

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